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13 de JULHO DIA MUNDIAL DO ROCK


Paul McCartney representa aquele suspiro de alívio de todo fã de Beatles que não teve tempo de aproveitar os anos 60 e a banda em todo o seu esplendor. Mais de 50 anos depois e Paul está lá, nos palcos, em turnê mundial, cantando os maiores sucessos do quarteto de Liverpool e fazendo seus pais e você pensarem "como esse cara ainda tem esse pique?".

Além de embalar o público com sucesso dos Beatles, Paul inclui no seu repertório de shows os hits da sua banda posterior ao quarteto, o "The Wings" e também muitas músicas da sua bem sucedida carreira solo. São 35 discos lançados após o término dos Beatles, sendo que o último, "Kisses on the Bottom!", saiu no começo deste ano. Provavelmente ainda virá muito mais por aí.

Entre as lendas da música que nos últimos tempos se decidiram se fixar e ressaltar seu passado glorioso está o americano Paul Simon.

'Songwriter' é o adequado título do 18º álbum deste último, que - sozinho ou em sua prolífica etapa ao lado de Art Garfunkel - presenteou o mundo com temas emblemáticos como 'Mrs. Robinson' e 'Bridge Over Troubled Water'.

Ele mesmo se descreve mais como um autor musical que como um artista que grava discos e interpreta suas músicas ao vivo, mas isso não impediu que, com seus 70 anos recém completados, tenha realizado uma nova turnê pelos Estados Unidos.

Poucos são os músicos que escapam da influência seminal de Mick Jagger nos Rolling Stones, que em sua satânica altivez, aos 68 anos e longe de se acomodar em seu trono, embarcou recentemente em novas aventuras musicais, como o grupo Super Heavy.

Ao lado de outro veterano da música, o ex- Eurythmics Dave Stewart, da bela e jovem Joss Stone, de Damian Marley, filho de Bob Marley, e do compositor A. R. Rahman, Jagger acaba de lançar um disco, no qual tentou unificar distintas sensibilidades e estilos musicais, do reggae ao soul, passando pelo rock. Paralelo à essa nova aventura experimental, o músico comemora 50 anos de Rolling Stones, na ativa e sem perder o rebolado - aquele rebolado de inglês, meio desengonçado, meio malandro (e sexy para muitos fãs), que virou sua marca registrada durante os shows.

Ozzy Osbourne é o exemplo -surpreendentemente- vivo do roqueiro que superou diversas adversidades para continuar na ativa. Ex-líder da icônica banda de heavy metal Black Sabbath e ainda considerado um dos 'reis' desse estilo de rock, Ozzy já teve graves problemas de saúde em decorrência de seu uso abusivo de drogas. Mesmo assim, o 'príncipe das sombras' (como ele é chamado por muitos fãs) resistiu.

Hoje, Ozzy agita multidões em shows com o repertório da sua estrondosa carreira solo pós-Sabbath. Seu último álbum solo foi o 'Scream', de 2010.

Outro que se lançou à busca de novas sinergias artísticas foi Lou Reed, que junto com a mítica banda de rock Metallica, acaba de lançar no mundo todo 'Lulu'.

A carreira de Reed, com o Velvet Underground ou sozinho, sempre se caracterizou desde o início, nos anos 70, por um ânimo permanente de experimentação e, após criar sucessos como 'Heroin', 'Perfect Day' e 'A Walk On The Wild Side', culminou com este disco mais que arriscado, que bebe em uma obra de teatro expressionista para a composição de suas letras.

Outra referência do rock americano também continua fazendo barulho. Tom Waits voltou às lojas com 'Bad As Me', lançado em 2011 e  o primeiro disco de estúdio do artista em sete anos, no qual usou novas tecnologias e as redes sociais para aproximar seu novo material de seus fãs.

Waits é conhecido por seu tom áspero e por conjugar blues, jazz e inclusive vaudeville em suas canções, o que já lhe garantiu dois prêmios Grammy: em 1992 por 'Bone Machine', Melhor Disco de Música Alternativa, e em 1999 por 'Mule Variations', Melhor Disco de Folk Atual.


Quem também lançou um novo disco foi outra lenda da música internacional, o canadense Leonard Cohen, de 77 anos. 'Old Ideas', lançado no início do ano, é 12º álbum de estúdio da sua carreira.

Em recente discurso na cerimônia em que recebeu o prêmio Príncipe de Astúrias das Letras, Cohen lembrou Federico García Lorca e o cigano espanhol que lhe ensinou 'os seis acordes que foram a base' de toda sua música.
'Tudo que encontrarem de positivo em minhas canções e poesias está inspirado por esta terra', disse em referência à Espanha.

Já Peter Gabriel, a voz original do grupo britânico Genesis, contou que provavelmente existe uma relação entre os níveis de testosterona e a criatividade, mas o autor de 'Don't Give Up' considerou que, com sua idade, onde o impulso não alcança, a experiência chega.

Gabriel, que lançou 'New Blood', seu último disco, em agosto de 2011, acredita que se encontra em um alto nível de criatividade para seus 61 anos disse ter optado, neste último trabalho, por refrescar seu repertório com versões orquestradas de alguns de seus maiores sucessos.

No cenário brasileiro, um bom exemplo de banda que atravessou diversas épocas e tendências musicais são os Mutantes. Incialmente formada em 1966 pela excêntrica trupe de Arnaldo Baptista, que incluía Rita Lee e Sérgio Dias, a banda, essencialmente entusiasta do movimento Tropicalista, trouxe ao rock brasileiro um som diferente, experimental, que continuou sendo aprimorado por décadas e que perdurou por diversas formações da banda.


Atualmente, Sérgio Dias é o único 'mutante original' remanescente no grupo, que lançou seu último tdisco, 'Haih', em 2009 e marca presença em shows e festivais.

Mais uma banda nascida da rebeldia musical e da vontade de fazer barulho dos jovens de Brasília nos anos 80 (e nessa turma estão nomes de peso como Capital Inicial e Legião Urbana),os Paralamas do Sucesso são marca musical de uma geração. Com altos e baixos, que incluem o grave acidente que deixou paraplégico o vocalista, Herbert Vianna, a banda segue lançando álbuns e fazendo shows pelo país.

O último trabalho lançado dos Paralamas é o DVD 'Brasil Afora', de 2011, que traz apresentações ao vivo da banda.

Banda de Brasília, o Capital Inicial estourou nos anos 80 com o rock de garagem e dos festivais da época. Desde aí, Dinho e sua banda não pararam mais. São 60 discos lançados, um acidente superado (Dinho caiu de um palco em 2009 e sofreu um traumatismo craniano) e hits que ainda bombam nas rádios. (Os últimos do álbum mais recente, 'Das Kapital', de 2011).

Os Titãs estão na ativa há 30 anos, entre saída de músicos e novas formações da banda. Este ano, o grupo lançou o 'Titãs + Xutos e Pontapés' CD com a gravação da sua apresentação ao vivo no Rock in Rio do Rio de Janeiro de 2011.

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