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Tão Bom Comprar!!!


Por que é tão bom comprar?





Existem várias respostas para esta pergunta. 



Estudiosos em sociologia diriam que é para se socializar, ou seja, compramos produtos e serviços que o grupo de referencia já possui. Isso porque precisamos pertencer ou fazer parte de um grupo social. Diriam também que é para ter status e crescer socialmente. Comprar é um ato de afirmação social



Os antropólogos diriam que as pessoas compram bens como forma de participar de uma linguagem coletiva, para identificação com certas tribos e diferenciação com outras. 


Psicólogos diriam que compramos para satisfazer necessidades físicas e psicológicas, de segurança, afetividade, status, auto-estima, auto-afirmação, sedução, carência e etc. 


Mas, as pessoas em geral, longe das teorias, diriam que o motivo do consumo é a grande chance de obter tal produto, é a oportunidade única, algo imperdível, outras diriam que compram racionalmente, pela relação custo/benefício, outras diriam que compram por causa da emoção que faz parte de toda a compra. Estas são as mais verdadeiras e sinceras respostas, porque simplesmente é muito bom comprar. 

E esse “muito bom comprar”, o prazer do consumo está ligado diretamente a fatores biológicos que não são controlados por nós. O cérebro decide a compra em até 500 milésimos de segundos antes de ter consciência do ato. 

Cada pessoa vê o consumo por um lado. 

Segundo as neurociências, que estudam o comportamento, as pessoas compram porque este ato ativa os centros de prazer do cérebro. Só de imaginar que vai comprar algo novo a quantidade de dopamina (um neurotransmissor, que faz a comunicação entre as células nervosas) no cérebro aumenta significativamente e circula pelas várias áreas do órgão, inclusive inunda o núcleo accumbens, a área responsável pelo prazer. O problema é que isso funciona como as drogas, algumas vezes se torna vício podendo desencadear uma compulsão chamada onimania (oniomania: aquele que necessita comprar). 

Esse mecanismo foi criado para buscar a sobrevivência na pré-história, mas hoje pode prejudicar. Na pré-história humana, nossos ancestrais viviam atrás de gordura para armazenar, porque poderia faltar alimento e não sabiam quando iriam comer novamente, mas hoje temos alimento à disposição em qualquer lugar, principalmente estocados dentro de casa. Ainda queremos gordura como antigamente, nosso cérebro pede isso, mas ela está disponível facilmente nos supermercados, nas lanchonetes e em todos os lugares perto da gente. O cérebro é ancestral e a vida é moderna. A evolução cultural é bem mais rápida que a evolução biológica. Portanto temos um mecanismo antigo para lidar com problemas modernos. E aí é que está o problema. 

Para a biologia evolucionista e a psicologia evolucionista, o fato de comprar está ligado à reprodução da espécie, portanto compramos para atrair o sexo oposto. E daí vem a relação com o consumo: homens compram carros, casas, relógios, roupas para se exibir e mostrar seu potencial de manutenção da família, sua capacidade de criar filhos para as prováveis parceira e por outro lado, as mulheres compram roupas, maquiagem, sapatos, colocam silicone nos seios, como artifícios para mostrar-se mais bonitas, mais jovens e atraentes para os sujeitos do sexo oposto.

  
Mas tudo isso é inconsciente. O que quero dizer é que os hormônios influenciam uma compra. Os hormônios influenciam o comportamento, mas não o define. 




Existem mais de mil motivos biológicos que fazem você escolher, decidir e comprar produtos, serviços, .... O tempo, a chuva, o sol, o dia ou a noite, influencia no comportamento de consumo, o comportamento de bando influencia à escolher certos produtos ou lugares para comprar e por ai vai. Na verdade o comportamento de consumo tem bases biológicas e que acontecem de maneira inconsciente, por isso é importante pensar antes de comprar, tentar o equilíbrio para não comprar tanto, mas se comprar, também é importante não se ater a culpa, pois a maioria da culpa é orgânica e não psicológica, sociológica ou antropológica. 

Comprar é bom é necessário, mas comprar compulsivamente é doença!

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