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“Construindo o futuro com valores”



 

Este artigo foi publicado na Revista Época de março/2010, sob o título:”Como se forma um bom aluno”. Com base em uma pesquisa do Movimento Todos pela Educação, realizada em 2009, os pais brasileiros disseram participar com afinco da vida escolar de seus filhos, porém, a falta de tempo e o desconhecimento do conteúdo ensinado, aparecem como falhas neste envolvimento dos pais.

A seguir, alguns pontos que, segundo o artigo, contribuem para a formação de um bom aluno:

1º - O Poder do incentivo: O incentivo e os elogios dos pais ajudam a construir autoconfiança e gosto pelo esforço. Estimular o hábito da leitura é, também, muito importante, e está entre os quatro fatores comuns aos melhores alunos, segundo uma pesquisa feita pelo Ministério da Educação em 2007 (os outros são fazer a lição de casa, ter atividades extracurriculares e pais engajados);

2º - O prazer de aprender: Se pais e professores não sabem reconhecer e estimular as paixões naturais das crianças acabam inibindo o aprendizado, em vez de promovê-lo. Esse processo mostra como uma paixão ajuda a estimular a criatividade, ensina a pesquisar por conta própria, tirar conclusões, fazer conexões;

3º - Orgulho do resultado: Nem sempre o prazer de aprender vem da paixão por algo específico. Muitas vezes, trata-se do prazer de fazer bem feito, uma espécie de orgulho de ter realizado algo. A disciplina e a organização ajudam a aprender qualquer coisa. Como mostra a pesquisa do MEC de 2007, o dever de casa é outro ponto em comum entre os bons alunos. Vários estudos comprovam que a lição de casa ajuda a assimilar conteúdos. Também é a forma mais fácil de verificar o aprendizado dos filhos. Por isso, os pais devem se envolver – mas não muito. A lição de casa tem de ser feita apenas pelo aluno;

4º Resistência a frustrações: Outra forma de a disciplina se manifestar é na resiliência, ou seja, a capacidade de uma pessoa se recobrar de episódios ruins ou resistir a dificuldades. Em geral, a resiliência é alimentada pela determinação, uma característica encontrada em grande parte dos bons alunos. É, provavelmente, uma característica da personalidade. Mas os pais podem influenciar. Às vezes, fazem isso pelo lado errado, enchendo seus filhos de facilidades. O resultado são crianças mimadas, com pouca resistência a frustrações, com tendência a desistir ante as dificuldades;



5º - O gosto da competição: A vontade de vencer, atingir metas mais altas, destacar-se é um poderoso incentivo para os estudos. Os melhores alunos não têm medo do desafio. A postura dos pais faz com que os alunos não enxerguem a escola como um fardo, mas como solução;

6º Pensamento solto: Um caminho alternativo, quase oposto ao da persistência é a aposta na criatividade. Trata-se de, em vez de perseguir notas, liberar a imaginação. Quando alguém se concentra em demasia no grau que receberá por um trabalho, deixa de apreciar o valor intrínseco dele. Em boa medida, a importância dada à nota é subtraída da alegria de aprender. A sensibilidade para as artes faz da criança alguém observador. Isso a favorecerá na hora de resolver um problema de matemática ou associar fatos históricos. Gente criativa é extremamente concentrada.

7º - A inspiração de alguém: Todo o mundo tem alguém que admira. Pode ser a mãe, o pai, um professor, uma personagem histórica. Essa figura nos faz almejar ser melhor. Isso também é verdade nos estudos. Quase todo o bom aluno tem um professor inspirador, um parente que quer imitar, um bom exemplo. São muitos os casos em que ter um referencial é determinante para a motivação do aprendizado. Porém, é necessário ter o cuidado de respeitar a individualidade da criança.

8º - Planos de mudar o mundo: Na escola aprendemos os meios e modos do mundo, as tradições de nossa cultura, o que devemos fazer para ter sucesso, de acordo com as expectativas da sociedade. Mas ela é, também, o lugar do exercício das possibilidades. É nela que aprendemos a pensar por conta própria. Em parte, ela é a instituição conformista por natureza. Uma boa educação inclui a capacidade de questionar, experimentar, criar.

A importância da participação dos pais neste processo é fundamental, pois quando se envolvem, acabam valorizando os projetos propostos pela instituição e acompanhando na aprendizagem da criança ou do adolescente, os pais fazem com que o aluno sinta-se integrado ao ambiente escolar, o que resulta em melhor aproveitamento e desempenho na escola. Essa parceria entre família e escola oportuniza a formação de indivíduos devidamente integrados à sociedade. 




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